Comentário Evangelho – II Domingo Quaresma – B

1ª leitura: Gen 22,1-2.9.10-13.15-18 – “O sacrifício do nosso Patriarca Abraão”

Salmo: 115 – “Caminharei na terra dos vivos, na presença do Senhor”

2ª leitura: Rom 8, 31-34 – “Deus não poupou o seu próprio Filho”

Evangelho: Mc 9, 2-10 – “Este é o meu Filho muito amado: escutai-o”

Iniciamos a Quaresma olhando para o Tabor. Iniciamos a purificação dos nossos corações olhando para esta pequena colina pouco distante de Nazaré. Jesus leva consigo, para um belo passeio, os seus amigos mais íntimos. E ali, no monte batido pelo vento, acontece.

Pela primeira vez os apóstolos veem Jesus na sua beleza, vão mais além, descobrem, fascinados, o esplendor de Deus. alguns padres da Igreja sugerem-nos que os quis levar consigo para lhes dar a capacidade de enfrentar um ouro monte, o Gólgota.

Uma coisa é certa: se não encontramos a beleza de Deus, nunca conseguiremos entregar-nos a ele, definitivamente. A alguns acontece como a Abraão e como os apóstolos: antes vivem na glória e na beleza, depois enfrentam a cruz. Outros, como Simeão, vivem toda a vida sobre a cruz para depois cruzar o olhar da beleza de Deus.

A nossa Quaresma é também isto: espera. Sem beleza não podemos viver. Sabemo-lo. Beleza da natureza, beleza da arte, beleza dos gestos e do afeto dos amigos. Beleza que nos leva, de certo modo para Deus.

A conversão à beleza é imprevista. A nós toca olhar à nossa volta e descobrir a beleza de Deus para chegar também nós, por fim, a ver só Jesus na nossa vida, e nós com ele. A beleza converterá o mundo. E nós, seus frágeis discípulos, somos levados a viver na beleza da relação e da verdade, da companhia dos homens e da Palavra, para dizer e dar aos nossos irmãos homens, a esperança de uma Presença que ainda se deve revelar na sua totalidade.

Senhor Jesus, te agradecemos pela tua Palavra que nos fez ver melhor a vontade do Pai. Faz que o teu Espírito ilumine as nossas ações e nos comunique a força para executar aquilo que a Tua Palavra nos fez ver. Faz que nós, como Maria, tua Mãe, possamos não só escutar, mas também praticar a Palavra.

Ámen

(In, qumran2.net e lachiesa.it – traduzido e composto por fr. José Augusto)

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