Comentário Evangelho – IV DOMINGO ADVENTO – B

1ª leitura: 2Sam 7, 1-5.8-12.14-16 – “O reino de David permanecerá eternamente na presença do Senhor”

A PALAVRA É MEDITADA

Certamente é belo contemplar a disponibilidade de Maria no projeto que o anjo lhe apresenta. Maria fica espantada, faz perguntas, mas não tem medo das possíveis consequências. Confia, alegra-se, e diz sim. Isto é muito belo, mas a coisa mais bela é o Deus que se revela através do estilo da apresentação deste projeto.

Tanto para começar não vem pessoalmente; manda um embaixador, alguém ao qual é mais fácil dizer não, e depois propõe-se, não se impõe. Aquele que é considerado o omnipotente, criador, senhor de tudo, depois de ter feito tudo, pede a uma mulher a autorização para entrar na sua vida; pede-nos a nós a autorização para estar presente na nossa história. Damo-nos conta?!?

Tentemos imaginar alguma comparação humana para compreender melhor. É como se eu trabalhasse uma vida inteira para construir uma igreja; depois, tudo acabado, apresento-me e bato á porta para perguntar se, por cortesia, me deixam entrar. Ou como se um pai de família perguntasse, à noite, depois do trabalho: “Posso entrar em casa?”

Deus e de tal maneira grande que não tem medo de se fazer pequeno. Parece quase que nos diga: “Desculpai se vos criei. Com efeito, não me tínheis pedido nada, foi uma iniciativa minha. Desculpai se existo. Posso estar convosco, posso servir-vos?”

Nós temos tendência a colocar Deus distante, enquanto a anunciação nos revela um Deus próximo, um Deus que vem viver connosco, dentro de nós. Isto revela a anunciação e a incarnação de Deus em Maria e isto faz muito incómodo a quem no-lo quer fazer ver distante, severo, prepotente, intratável e quanto mais de negativo se ouve dizer, mas o Deus que se revela hoje, é toda uma outra coisa.

A PALAVRA É REZADA

Sejas tu quem fores, que no fluxo deste tempo te apercebes que, mais que caminhar sobre a terra, estás como que ondeando entre borrascas e tempestades, não desvies os olhos do esplendor desta estrela, se não queres ficar esmagado pela borrasca! Se és abatido pelas ondas da soberba, da ambição, da calúnia, do ciúme, olha para a estrela, invoca Maria. Se a ira ou a avareza, ou as tentações da carne abanaram o teu espírito, olha para Maria. Se perturbado pela imensidão dos pecados, se confuso pela indignidade da consciência, começas a ser engolido pelo abismo da tristeza e pelo abismo do desespero, pensa em Maria. Não se afaste da tua boca o do teu coração, e para obter a ajuda da sua oração, não esqueças o exemplo da sua vida. Seguindo-a não te podes perder, rezando-lhe não podes desesperar. Se ela te apoia não cais, se ela te protege não cedes ao medo, se ela te é propícia alcanças a meta.

Ámen

(In, qumran2.net e lachiesa.it – traduzido e composto por fr. José Augusto)

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