O PÃO DE SANTA CLARA

Dois episódios milagrosos da Santa de Assis

São muitas as vezes que se fala do pão de Sant’António, grande expressão da devoção popular ao santo de Lisboa. E, no entanto, também Santa Clara tem as suas tradições ligadas ao pão.

De facto, existem dois episódios que veem ligada a figura de Santa Clara com o pão.

A primeira história é narrada em “As florinhas de Santa Clara”. No “palco” desta história incrível vemos agir até mesmo o Papa Gregório IX. O pontífice estava em Assis e não queria regressar sem voltar ao meio das oliveiras de São Damião, a igreja guardada por Santa Clara e pelas irmãs clarissas.

Clara e as irmãs foram avisadas do grande evento: o pontífice em pessoa estava a chegar e assim, ajudada pelas companheiras, tinha adornado de flores toda a igreja em sua honra.

Tinha ungido de óleo as tábuas da mesa, e espalhado de ramos de oliveira a pequena estrada que descia até ao convento.

O Papa depois de ter abençoado as irmãs de São Damião, começou a dirigir-lhes, mais que uma homilia verdadeira e própria, um discurso de pai a filhas.

Clara e todas as irmãs o escutavam admirado. No final deste discurso, aperceberam-se que já era meio dia, e, portanto, convidaram o pontífice para comer com elas. Mas havia um problema: havia apenas pão duro. Era aquele que tinham recebido em esmola. O pontífice pediu a Clara que abençoasse a mesa, mas, ela respondeu: “Santíssimo Padre, perdoai-me, que eu seria digna de demasiado grande repreensão, se diante do Vigário de Cristo eu, que sou uma vil fêmea, presumisse de fazer tal bênção”.

Mas o pontífice respondeu: “Acho que isto não seja imputado a presunção, mas a mérito da obediência, eu te ordeno por santa obediência que sobre este pão tu faças o sinal da santíssima Cruz e abençoa-os no nome de Deus”.

Então, Clara não se podia certamente recusar à ordem do pontífice, e assim se pôs de pé, com a mão direita traçou no ar uma grande cruz, invocando o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. E foi então que aconteceu um prodígio miraculoso. Então o Papa Gregório IX – juntamente aos cardeais do seu séquito – viram como, por cima de cada pão, aparecera um sinal profundo. Era uma cruz quase esculpida na dura crosta do pão.

O outro episódio é narrado, pela “A legenda de santa Clara virgem” – chegada até nós anónima – foi escrita por encargo do Papa Alessandro IV por um frade menor depois da canonização de Santa Clara. É datada comumente de 1256, logo depois da canonização de Santa Clara, cuja data é desconhecida, mas oscila – nos vários exemplares pela bula Clara claris praeclara – entre agosto e outubro de 1255.

Neste documento está presente um extraordinário episódio da santa. Uma vez mais, é protagonista o pão. Nestas páginas lê-se a narração de uma das irmãs de Santa Clara, suor Cecília da Spello.

Esta narração do extraordinário evento: um dia, em São Damião havia apenas um pão, fruto da esmola recolhida pelos frades esmoleres. Este pão devia servir para matar a fome a bem cinquenta irmãs. Diante da sua aflição, Clara exortou-a a dividir o pão ao meio e mandar uma parte aos frades. A outra seria servida ás cinquenta irmãs. Suor Cecília respondeu a Clara com estas palavras: “Para fazer deste pouco pão cinquenta fatias, seria preciso aquele milagre do Senhor dos cinco pães e dois peixes”. De qualquer maneira a irmã Cecília – contudo – obedeceu. Enquanto cortava as fatias, o pão aumentava de dimensão, miraculosamente tanto que saíram cinquenta fatias, todas boas e grandes.

 

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