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	<title>Franciscanos</title>
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	<description>Na Terra de António</description>
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	<title>Franciscanos</title>
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		<title>Quando o Evangelho é vivido, Francisco está vivo</title>
		<link>https://franciscanos.pt/quando-o-evangelho-e-vivido-francisco-esta-vivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2026 09:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Franciscana]]></category>
		<category><![CDATA[Franciscanos]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoral Juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De: sanfrancescopatronoditalia.itTradução livre: Frei José Augusto Marques Neste mês de novembro, marcado pela esperança na ressurreição, somos convidados a olhar para a vida para além da morte. Mas talvez a pergunta comece já aqui: o que é que significa estar verdadeiramente vivo? Diante do túmulo de Francisco de Assis, há uma ideia antiga que atravessou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>De: sanfrancescopatronoditalia.it</em><br>Tradução livre: <em>Frei José Augusto Marques</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Neste mês de novembro, marcado pela esperança na ressurreição</strong>, somos convidados a olhar para a vida para além da morte. Mas talvez a pergunta comece já aqui: o que é que significa estar verdadeiramente vivo?</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Diante do túmulo de Francisco de Assis, há uma ideia antiga que atravessou os séculos: a de que Francisco teria “ressuscitado”. Não no sentido físico, mas numa intuição mais profunda.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Como recorda Felice Accrocca, atual bispo de Assis, Francisco volta a surgir sempre que o Evangelho é vivido.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>A força do exemplo</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco não quis impor, nem controlar, nem corrigir pela força. Acreditava noutra coisa: o exemplo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Mesmo diante dos erros e incoerências dos irmãos, confiava que uma vida vivida com verdade podia abrir caminho. Não precisava de condenar. Bastava viver de forma coerente.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">E isso continua a ser atual.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Ressurgir na vida concreta</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Falar de ressurreição não é apenas pensar no fim da vida. É perceber que algo pode voltar a ganhar vida já hoje.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Sempre que alguém escolhe o bem.<br>Sempre que alguém recomeça.<br>Sempre que alguém decide viver o Evangelho com verdade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Aí, algo renasce.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">E, nesse sentido, Francisco não pertence apenas ao passado.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Uma vida que continua</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ele não “ressurge” como memória bonita, mas como vida que continua a acontecer.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Quando há fraternidade, ele está presente.<br>Quando há simplicidade, ele está presente.<br>Quando há coragem de viver o Evangelho, ele está presente.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A sua vida prolonga-se na vida de quem arrisca viver como ele viveu.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>E fica a pergunta</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Onde é que, na tua vida, o Evangelho pode voltar a ganhar vida hoje?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para mais informações, contacta:<br>Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a>freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a>andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="800" height="600" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/222.jpg" alt="" class="wp-image-7612" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/222.jpg 800w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/222-300x225.jpg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/222-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



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		<item>
		<title>O que permanece quando tudo passa?</title>
		<link>https://franciscanos.pt/o-que-permanece-quando-tudo-passa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Nov 2026 06:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Franciscanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste dia, 1 de novembro, damos início a um mês exigente e profundamente humano. Começamos com a solenidade de Dia de Todos os Santos, onde proclamamos que a vida não termina, mas é chamada à plenitude, à santidade, à bem-aventurança. E amanhã faremos memória de todos os fiéis defuntos, renovando a nossa fé: creio na [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<div class="wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-7387b849 wp-block-group-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-thumbnail has-custom-border is-style-default"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v-150x150.jpg" alt="" class="wp-image-6847" style="border-top-left-radius:100px;border-top-right-radius:100px;border-bottom-left-radius:100px;border-bottom-right-radius:100px;aspect-ratio:1;object-fit:cover" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v-150x150.jpg 150w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v.jpg 200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-1" style="color:#d57c2e"><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-marta-panao/"></a><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-frei-jose-carlos/">Frei José Carlos Cerdeira Matias</a></h3>
</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Neste dia, 1 de novembro, damos início a um mês exigente e profundamente humano.</strong> Começamos com a solenidade de Dia de Todos os Santos, onde proclamamos que a vida não termina, mas é chamada à plenitude, à santidade, à bem-aventurança. E amanhã faremos memória de todos os fiéis defuntos, renovando a nossa fé: <strong>creio na ressurreição dos mortos</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">É neste horizonte que queremos viver este mês. <strong>Não como fuga, mas como verdade.</strong> Não como ideia abstrata, mas como caminho concreto.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Um sinal que continua a falar</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ao início deste ano, milhares de pessoas passaram por Assis para ver aquilo que resta do corpo de Francisco de Assis. Ossos. Apenas isso.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">E, no entanto, mais de 370 mil pessoas sentiram necessidade de ir.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Como escreveu Dom Felice Accrocca, atual bispo de Assis, pode parecer estranho: <em>«Tanta gente atraída por “um monte de ossos”. Mas não é isso que está em causa».</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">O que atrai não é o que resta do corpo. <strong>É a vida que aquele corpo viveu.</strong></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Mais do que aparência</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Vivemos num tempo obcecado pela imagem. Aparência, sucesso, visibilidade. Tudo parece depender disso.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Mas Francisco desmonta essa lógica.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Não era alguém fisicamente impressionante. Não tinha poder. Não procurou prestígio. E, no entanto, continua a atrair.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Porquê?</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Porque o valor de uma vida não está no que mostra, mas no que dá.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>O critério verdadeiro</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Há uma frase de São Francisco, muito simples, mas que resume tudo: <strong>o homem vale aquilo que é diante de Deus.</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Não aquilo que parece.<br>Não aquilo que possui.<br>Não aquilo que os outros dizem.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Mas aquilo que é.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">E isso vê-se na forma como vive, como ama, como se entrega.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Uma fé que olha mais fundo</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Novembro lembra-nos que a morte não é a última palavra. Mas também nos obriga a rever os nossos critérios.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">O que estamos a construir?<br>Aquilo que fazemos permanece?<br>A nossa vida está centrada no essencial?</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A fé cristã não é apenas consolo para depois da morte. É um modo de viver já agora, com um olhar diferente.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Um olhar que sabe que tudo passa… mas nem tudo se perde.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>E fica a pergunta</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Se tudo o que é exterior desaparecesse… o que ficaria da tua vida?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para mais informações, contacta:<br>Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a>freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a>andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="600" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/1.jpeg" alt="" class="wp-image-7630" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/1.jpeg 800w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/1-300x225.jpeg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/04/1-768x576.jpeg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



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			</item>
		<item>
		<title>São Francisco e a pobreza: livres para o essencial</title>
		<link>https://franciscanos.pt/sao-francisco-e-a-pobreza-livres-para-o-essencial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2026 08:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Franciscanos]]></category>
		<category><![CDATA[Sementes Vocacionais]]></category>
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		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter menos para ser mais livre Quando ouvimos falar de pobreza, pensamos imediatamente na falta de dinheiro, na ausência de bens ou em pessoas que não têm o necessário para viver. Mas, para São Francisco de Assis, a pobreza era muito mais do que isso. Era uma maneira de viver, de olhar para o mundo [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://franciscanos.pt/sao-francisco-e-a-pobreza-livres-para-o-essencial/">São Francisco e a pobreza: livres para o essencial</a> aparece primeiro em <a href="https://franciscanos.pt">Franciscanos</a>.</p>
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<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-2" style="color:#d57c2e"><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-marta-panao/"></a><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-frei-jose-carlos/">Frei José Carlos Cerdeira Matias</a></h3>
</div>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Ter menos para ser mais livre</h2>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><em>Quando ouvimos falar de pobreza, pensamos imediatamente na falta de dinheiro, na ausência de bens ou em pessoas que não têm o necessário para viver. Mas, para São Francisco de Assis, a pobreza era muito mais do que isso. Era uma maneira de viver, de olhar para o mundo e de se relacionar com Deus e com os outros.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:22px"><em>Francisco não queria simplesmente ter menos coisas. Queria ser livre. Livre para amar, para servir e para acolher aquilo que Deus lhe oferecia, sem ficar preso à necessidade de possuir e controlar tudo.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">De quem são as coisas?</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Vivemos num mundo que nos ensina a acumular: mais dinheiro, mais objetos, mais seguidores, mais reconhecimento. Parece que o nosso valor depende daquilo que temos ou daquilo que os outros pensam de nós.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco escolheu outro caminho. Percebeu que podemos usar as coisas sem nos tornarmos seus escravos. Precisamos de bens para viver, mas não precisamos de fazer deles o centro da nossa existência.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A pergunta não é apenas «O que tenho?», mas também: «Aquilo que tenho está a tornar-me mais livre ou está a prender-me?»</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Esvaziar o coração</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A pobreza franciscana começa no coração. Não significa desprezar as coisas boas da vida, nem pensar que devemos viver sem o necessário. Significa aprender a não ocupar todo o espaço connosco próprios.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Quando estamos cheios de orgulho, de ambição ou da necessidade de ter sempre razão, sobra pouco espaço para Deus e para os outros. Quando deixamos cair algumas dessas barreiras, tornamo-nos capazes de acolher, escutar e partilhar.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco descobriu que a verdadeira liberdade nasce da confiança em Deus. Como os pássaros do céu e os lírios do campo, quis viver sem transformar a segurança material na sua maior preocupação.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Uma pobreza que transforma o mundo</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A pobreza franciscana não é apenas uma escolha pessoal. Tem consequências na forma como vivemos com os outros.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Quem não precisa de estar sempre acima dos outros pode servir sem procurar reconhecimento. Quem não vive agarrado ao que possui consegue partilhar. Quem não faz do poder o seu objetivo pode aproximar-se dos mais frágeis.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Por isso, a pobreza de Francisco não é uma fuga do mundo. É uma maneira diferente de estar nele: com simplicidade, fraternidade e atenção a quem fica para trás.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">O que preciso de deixar?</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A vida de São Francisco deixa-nos uma pergunta que continua atual, sobretudo para os jovens: de que coisas preciso de me libertar para viver com mais verdade?</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Talvez não seja apenas de objetos. Pode ser da necessidade de aprovação, da comparação constante com os outros, do medo de perder, da vontade de controlar tudo ou de pensar que só valemos pelo que conseguimos alcançar.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ser pobre à maneira de Francisco não é perder tudo. É descobrir que não precisamos de possuir tudo para sermos felizes. É reconhecer que a vida é um dom recebido e que esse dom se torna mais pleno quando também nós nos fazemos dom para os outros.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>A verdadeira pobreza não nos esvazia de vida: liberta-nos do que nos impede de amar.</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><em>Paz e Bem!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Para mais informações, contacta:</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a href="mailto:freizecarlos@gmail.com">freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a href="mailto:andreasfrater4@gmail.com">andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-13-at-14.00.25-2-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-7194" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-13-at-14.00.25-2-1024x683.jpeg 1024w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-13-at-14.00.25-2-300x200.jpeg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-13-at-14.00.25-2-768x512.jpeg 768w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-13-at-14.00.25-2-1536x1024.jpeg 1536w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Image-2026-02-13-at-14.00.25-2.jpeg 1599w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>«Até ao fim»: jovens franciscanos celebraram o Tau Day em Santarém</title>
		<link>https://franciscanos.pt/ate-ao-fim-jovens-franciscanos-celebraram-o-tau-day-em-santarem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 16:59:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Franciscana]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoral Juvenil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia de fraternidade, criatividade e encontro com São Francisco de Assis, marcado pela descoberta da cidade, pela reflexão sobre a Eucaristia e pelo desafio de continuar a cuidar da fé no quotidiano. No sábado, dia 24 de outubro, Santarém acolheu o Tau Day 2026, um encontro nacional de jovens. Os participantes vieram de vários [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-thumbnail has-custom-border is-style-default"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v-150x150.jpg" alt="" class="wp-image-6847" style="border-top-left-radius:100px;border-top-right-radius:100px;border-bottom-left-radius:100px;border-bottom-right-radius:100px;aspect-ratio:1;object-fit:cover" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v-150x150.jpg 150w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v.jpg 200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-3" style="color:#d57c2e"><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-marta-panao/"></a><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-frei-jose-carlos/">Frei José Carlos Cerdeira Matias</a></h3>
</div>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:26px"><em>Um dia de fraternidade, criatividade e encontro com São Francisco de Assis, marcado pela descoberta da cidade, pela reflexão sobre a Eucaristia e pelo desafio de continuar a cuidar da fé no quotidiano.</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No sábado, dia 24 de outubro, Santarém acolheu o Tau Day 2026, um encontro nacional de jovens. Os participantes vieram de vários pontos do país, com jovens provenientes de Viseu, Santarém, Lisboa, Azambuja, Coimbra e de outras localidades, unidos pela ligação aos Frades Menores Conventuais e pelo desejo de crescer na fé ao jeito de São Francisco de Assis. O encontro tinha por tema<em> «Até ao fim»</em>, no contexto do Jubileu Franciscano. Foi um dia de descoberta, partilha e oração, marcado pelo desejo de conhecer melhor São Francisco de Assis e de perceber como a sua vida continua a interpelar os jovens de hoje.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ao longo do dia, os participantes foram convidados a percorrer a cidade, a descobrir lugares significativos, a partilhar experiências e a encontrar novas formas de olhar para a vida do santo de Assis. Mais do que recordar a história de Francisco, o desafio foi aproximá-la da vida concreta de cada um.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Santarém, uma cidade para descobrir e contemplar</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A manhã foi dedicada a um percurso espiritual por Santarém. Organizados em pequenos grupos, os jovens passaram por diferentes espaços da cidade, onde encontraram propostas de reflexão, oração e partilha.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Entre os lugares visitados esteve o Santuário do Santíssimo Milagre, um dos pontos marcantes do percurso. A história do milagre eucarístico, profundamente ligada à identidade religiosa de Santarém, proporcionou uma ocasião para refletir sobre a presença de Cristo na Eucaristia e sobre a centralidade deste sacramento na vida cristã.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A visita convidou os participantes a olhar para a Eucaristia não apenas como uma realidade a conhecer, mas como um mistério a acolher e a viver na própria caminhada de fé. O Santuário do Santíssimo Milagre, lugar de profunda devoção eucarística, foi também visitado, por São Carlo Acutis, tornando este espaço ainda mais significativo para os jovens participantes.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ao longo da manhã, os jovens passaram ainda pela Sé de Santarém, a Igreja de Santa Clara, a Convento de São Francisco, a Capela Dourada e a Igreja de Marvila, entre outros lugares de significado histórico e religioso. </p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A cidade tornou-se, assim, mais do que o cenário do encontro: foi um espaço de contemplação, aprendizagem e encontro com a história, com a fé e com os outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Nas Portas do Sol, a criatividade deu vida a São Francisco</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Depois de um almoço partilhado nas Portas do Sol, a tarde trouxe mais um momento marcante do Tau Day: a apresentação de pequenas peças teatrais inspiradas em episódios da vida de São Francisco de Assis.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Divididos em grupos, os jovens recorreram à imaginação e à criatividade para apresentar a vida de Francisco com linguagens e formatos diferentes. As representações tiveram momentos divertidos, mas não perderam a seriedade nem a profundidade da mensagem. Através do teatro, os participantes procuraram atualizar a experiência de Francisco, aproximando-a das questões e da realidade dos nossos dias.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">As apresentações conseguiram envolver não apenas os jovens, mas também algumas pessoas que se encontravam nas Portas do Sol e que, curiosas, pararam para espreitar.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No testemunho que partilhou depois do encontro, Pedro Muteka destacou esta capacidade de transformar as representações num convite à reflexão pessoal:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><em>«Ao contemplar cada peça teatral e cada reportagem, senti que não estava apenas a assistir à representação dos cinco episódios da vida de São Francisco, mas também a ser convidado a entrar neles, a interiorizar as suas mensagens e a reflectir sobre a minha própria caminhada espiritual.»</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A criatividade revelou-se, assim, um caminho para aprofundar a fé. Ao dar vida aos episódios da história de Francisco, os jovens foram também convidados a reconhecer os desafios que essa história continua a colocar a cada pessoa.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Uma experiência que deixa marca</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A experiência do Tau Day foi vivida de diferentes formas pelos participantes. Para alguns, foi uma oportunidade de aprofundar o conhecimento de São Francisco; para outros, um primeiro contacto com a dinâmica dos encontros juvenis ou uma ocasião para se sentirem acolhidos e parte de uma comunidade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Um jovem partilhou: <em>«Foi o primeiro Tau Day em que participei. Adorei e senti-me muito acolhido.»</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Outro participante destacou a possibilidade de se aproximar mais da figura de Francisco. Um terceiro resumiu a experiência como algo emocionante, levando para casa e para a vida muitos ensinamentos.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Também Frei Emmanuel, frade ganês que chegou recentemente a Portugal e que está a aprender português, participou no encontro. Apesar da barreira linguística, destacou a forma concreta como a vida de São Francisco foi apresentada: «<em>A forma concreta como ensinaram sobre São Francisco ficará para sempre na memória de todos nós que participámos.»</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">São testemunhos diferentes, mas que apontam para uma mesma realidade: um encontro juvenil ganha sentido quando aquilo que se vive em conjunto ajuda cada participante a descobrir algo novo, a fortalecer os laços com os outros e a levar consigo perguntas e desafios para o quotidiano.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Uma pequena íris, um compromisso para continuar</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No final do encontro, cada jovem recebeu um vaso com uma semente duma planta de íris. O gesto, simples e concreto, tornou-se um sinal do caminho que começa ou continua depois do regresso a casa.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Uma planta precisa de tempo, atenção e cuidado para crescer. Também a fé, a fraternidade e os compromissos que nascem de uma experiência como esta precisam de ser alimentados no dia a dia. Não basta viver um momento intenso: é necessário cuidar daquilo que ele despertou, nas comunidades, nas fraternidades, nos grupos e nas relações de cada jovem.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A pequena íris entregue a cada participante recorda, assim, que a experiência do Tau Day não termina com o fim do programa. Cada jovem leva consigo uma responsabilidade: cuidar da semente recebida e permitir que ela continue a crescer.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Até ao fim: continuar a caminhar</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">O Tau Day terminou com a celebração da Eucaristia e o envio dos participantes. Depois de um dia de percurso, criatividade, convívio e oração, os jovens regressaram às suas comunidades levando consigo a memória do encontro e o desafio de continuar a descobrir São Francisco como inspiração para a vida.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><em>«Até ao fim»</em> é mais do que um tema. É um convite à fidelidade quotidiana, à conversão, à construção da fraternidade e à capacidade de permanecer comprometido com o Evangelho, mesmo quando o caminho exige paciência e perseverança.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Em Santarém, os jovens foram convidados a olhar para São Francisco não apenas como uma figura da história, mas como alguém cuja vida ainda pode iluminar as escolhas de hoje. E, com uma pequena planta de íris nas mãos, levaram consigo um sinal dessa missão: aquilo que é importante precisa de ser cuidado, dia após dia, para poder crescer e dar fruto.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Para mais informações, contacta:</strong><br>Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a href="mailto:freizecarlos@gmail.com">freizecarlos@gmail.com</a><br>Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a href="mailto:andreasfrater4@gmail.com">andreasfrater4@gmail.com</a></p>



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		<title>São Francisco d’Assis: um irmão que continua a viver no coração das pessoas e da criação</title>
		<link>https://franciscanos.pt/sao-francisco-dassis-um-irmao-que-continua-a-viver-no-coracao-das-pessoas-e-da-criacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 17:38:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Franciscana]]></category>
		<category><![CDATA[Franciscanos]]></category>
		<category><![CDATA[Sementes Vocacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>fra Pius Ellern Tradução livre: Frei José Augusto Marques A oitocentos anos da sua morte, São Francisco continua a falar ao coração do homem contemporâneo. A sua escolha da simplicidade, da pobreza e da fraternidade conserva uma força surpreendente. O seu amor pelos últimos convida-nos a reconhecer em cada pessoa um irmão. A sua relação [&#8230;]</p>
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<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">fra Pius Ellern</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Tradução livre:<em> Frei José Augusto Marques  </em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:21px">A oitocentos anos da sua morte, São Francisco continua a falar ao coração do homem contemporâneo. A sua escolha da simplicidade, da pobreza e da fraternidade conserva uma força surpreendente. O seu amor pelos últimos convida-nos a reconhecer em cada pessoa um irmão. A sua relação com a criação recorda-nos a responsabilidade de cuidar da nossa casa comum. É uma mensagem de paz, respeito e cuidado que continua a atravessar a vida do mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Porque é que a sua mensagem continua a ser importante?</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Passaram-se oitocentos anos desde a morte de São Francisco d’Assis, mas o seu nome continua a ser conhecido e amado em muitas partes do mundo. A sua vida continua a falar ao coração de tantas pessoas, não apenas dos cristãos. Mas porque é que Francisco permanece tão presente na nossa sociedade e, sobretudo, no nosso coração e na nossa relação com a criação?</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Creio que a resposta é simples: Francisco procurou viver o Evangelho com simplicidade e realismo. Não se limitou a falar de Jesus; procurou segui-lo no quotidiano. Escolheu uma vida simples, amou os pobres, procurou a paz e reconheceu em cada pessoa e em cada criatura um dom de Deus.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No seu <em>Testamento</em>, Francisco conta como o Senhor o guiou no caminho da conversão. Aí escreve:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><em>O Senhor concedeu-me iniciar a fazer penitência assim: quando estava nos pecados, parecia-me muito amargo ver os leprosos; e o mesmo Senhor me conduziu ao meio deles.</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Este encontro com os leprosos foi um momento decisivo na sua vida. A sua fé traduziu-se em gestos concretos de acolhimento, cuidado e proximidade. Aquilo que antes lhe parecia amargo tornou-se, pela graça de Deus, uma ocasião de amor.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Isto ajuda-nos a compreender que a verdadeira conversão não consiste apenas em mudar alguns hábitos, mas, sobretudo, em transformar o nosso coração e o nosso modo de olhar para os outros.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">O amor pelos pobres</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para São Francisco, o pobre não era simplesmente alguém a quem ajudar: era um irmão. No pobre, procurava reconhecer o rosto de Cristo. Esta atitude recorda-nos as palavras de Jesus: «Tudo aquilo que fizestes a um só destes meus irmãos mais pequenos, foi a mim que o fizestes» (Mt 25, 40).</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco escolheu uma vida simples e pobre, não porque desprezasse as coisas do mundo, mas porque queria ser mais livre para amar a Deus e servir os outros. Num mundo em que muitas vezes pensamos mais em possuir do que em partilhar, o seu exemplo continua a ser muito atual.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Convida-nos a viver com menos egoísmo, a prestar atenção a quem sofre e a não esquecer os pobres e os últimos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">A criação</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Outro aspeto muito importante da vida de São Francisco é o seu amor pela criação. Olhava a natureza com olhos de fé. O sol, a lua, a água, o fogo, a terra e todas as criaturas eram, para ele, sinais da bondade de Deus.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No famoso <em>Cântico das Criaturas</em>, Francisco proclama: «Louvado sejas, meu Senhor, por todas as tuas criaturas». Chama ao sol «irmão sol», à lua e às estrelas, suas irmãs, à água, «irmã água», e à terra, «nossa irmã, a mãe terra».</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco não adorava a natureza. Através da criação, louvava o Criador. Para ele, respeitar as criaturas significava também respeitar Deus, que as criou.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A própria Bíblia recorda-nos que, depois da criação, «Deus viu tudo o que tinha feito, e era coisa muito boa» (Gn 1, 31).</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Esta mensagem é também muito importante nos nossos dias. O mundo sofre com a poluição, a destruição das florestas, o desperdício dos recursos e a indiferença perante a natureza.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">O Papa Francisco, na encíclica <em>Laudato si’</em>, apresenta São Francisco como um exemplo de homem capaz de unir o amor a Deus, aos pobres e à criação. Recorda-nos que devemos escutar juntos «o grito da terra e o grito dos pobres».</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Homem de paz e de fraternidade</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">São Francisco foi também um homem de paz. O seu modo de viver ensina-nos que a paz não significa apenas ausência de guerra: começa no coração e manifesta-se na maneira como tratamos os outros.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco procurava encontrar-se com todas as pessoas como irmãos. Não queria construir muros, mas pontes. Não queria responder ao ódio com mais ódio, mas com o bem.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Por isso, a sua mensagem continua a ser muito importante num mundo marcado por conflitos, divisões e violência. A fraternidade franciscana ensina-nos que ninguém deve ser considerado um estranho. Somos todos parte da mesma família humana.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Esta fraternidade exige uma atenção particular aos pobres, aos marginalizados, aos doentes e a todos aqueles que tantas vezes são esquecidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Porque é que São Francisco continua a viver hoje?</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Penso que São Francisco continua a viver porque a sua mensagem é simples, mas profundamente exigente. Ensina-nos a viver o Evangelho, a amar os pobres, a procurar a paz, a respeitar todas as pessoas e a cuidar da criação.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco vive hoje em cada pessoa que escolhe o perdão em vez da vingança, a paz em vez da violência, a partilha em vez do egoísmo e o cuidado em vez da destruição.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Vive em quem sabe parar diante de um pobre e reconhecer nele um irmão. Vive em quem protege a natureza e compreende que a terra não é apenas algo que podemos usar, mas um dom de Deus que devemos cuidar.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Por isso, São Francisco d’Assis não pertence apenas à história. Continua a ser nosso irmão e a falar ao mundo de hoje. A sua vida convida-nos a regressar ao coração do Evangelho: amar a Deus, amar o próximo, viver na simplicidade, procurar a paz e cuidar da nossa casa comum.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Talvez seja precisamente por isso que, passados oitocentos anos, ainda podemos unir-nos à sua oração e dizer com ele: «Louvado sejas, meu Senhor, por todas as tuas criaturas».</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">São Francisco recorda-nos que mudar o mundo começa pela maneira como olhamos para Deus, para os outros e para a criação. A sua vida convida-nos a escolher, todos os dias, a fraternidade, a paz e o cuidado em vez da indiferença.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Oito séculos depois, a sua mensagem continua a ser um caminho concreto para viver o Evangelho no mundo de hoje.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><em>fra Pius Ellern</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Email: <a href="mailto:frapius@vocazionefrancescana.org">frapius@vocazionefrancescana.org</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para mais informações, contacta:<br>Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a href="mailto:freizecarlos@gmail.com">freizecarlos@gmail.com</a><br>Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a href="mailto:andreasfrater4@gmail.com">andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="680" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/10/e-1024x680.jpg" alt="" class="wp-image-6736" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/10/e-1024x680.jpg 1024w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/10/e-300x199.jpg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/10/e-768x510.jpg 768w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/10/e-1536x1020.jpg 1536w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/10/e-2048x1360.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="502" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/imagem-artigo-frade-criancas-otimizada.jpg" alt="" class="wp-image-7982" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/imagem-artigo-frade-criancas-otimizada.jpg 750w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/imagem-artigo-frade-criancas-otimizada-300x201.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></figure>



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		<item>
		<title>Os estigmas de São Francisco — feridas de amor</title>
		<link>https://franciscanos.pt/os-estigmas-de-sao-francisco-feridas-de-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 08:22:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Franciscanos]]></category>
		<category><![CDATA[Sementes Vocacionais]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[escolha]]></category>
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		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por fra Alberto TortelliTradução livre de Frei José Augusto Marques Hoje celebramos a festa da impressão dos estigmas de São Francisco. A sua escolha radical de viver no amor do Pai é um exemplo do que significa amar Cristo e estar disposto a dar a vida por Ele. A experiência de Francisco Foi a 17 [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="125" height="125" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/07/image.png" alt="" class="wp-image-6191"/></figure>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Por <em>fra Alberto Tortelli</em><br>Tradução livre de<em> Frei José Augusto Marques</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje celebramos a festa da impressão dos estigmas de São Francisco. A sua escolha radical de viver no amor do Pai é um exemplo do que significa amar Cristo e estar disposto a dar a vida por Ele.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">A experiência de Francisco</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Foi a 17 de setembro de 1224, por volta da festa da Exaltação da Santa Cruz, que o Pobrezinho de Assis, encontrando-se no amado monte Alverne, na Toscana, recebeu no seu corpo as marcas das chagas de Cristo crucificado. Nas mãos, nos pés e no peito ficaram impressos os sinais da Paixão.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Francisco chegou ao Alverne num período particularmente difícil e doloroso da sua vida. Era atormentado pela dúvida de ter errado em tudo o que fizera. Faltavam apenas dois anos para a sua morte, e uma existência inteiramente dedicada a um sonho evangélico parecia estar a desmoronar-se.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A missão de paz que tentara realizar na Terra Santa não tivera o resultado esperado: cristãos e muçulmanos voltavam a fazer guerra. Entretanto, sentia-se posto de parte pelos próprios frades e afastado da orientação da Ordem. A Regra que escrevera era contestada por muitos. Também o seu corpo estava profundamente debilitado: quase cego e atormentado por dolorosas doenças.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Mas havia uma provação ainda mais profunda: Jesus parecia distante, como se permanecesse surdo ao seu grito de angústia. Francisco atravessava uma noite escura do espírito.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No monte Alverne, viveu o seu Getsémani, a sua Paixão e a sua Páscoa. Aceitou aquela que talvez tenha sido a sua última e mais difícil obediência: o despojamento radical de si mesmo, a renúncia aos seus projetos, sonhos e expectativas em relação à Ordem, aos frades e aos outros.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Aprendeu a reencontrar, apenas em Jesus crucificado, o sentido de toda a sua vida. Foi uma passagem que o tornou mais livre, como um homem ressuscitado para uma vida nova, plenamente identificado com o Senhor Jesus.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No final daquele caminho interior, encontrou uma resposta decisiva para as suas dúvidas: era a cruz que exprimia, de modo profundo e definitivo, o seu desejo de ser verdadeiro discípulo de Cristo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Não é por acaso que a liturgia da festa dos estigmas aplica a São Francisco estas palavras de São Paulo:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">«Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20).</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">E ainda:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">«De agora em diante, ninguém mais me venha perturbar, pois eu levo no meu corpo as marcas de Jesus» (Gl 6, 17).</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Caro jovem que procuras e estás à escuta, contempla e medita o caminho indicado por São Francisco. Ele foi tão profundamente amigo de Cristo que desejou tornar-se semelhante a Ele em tudo, deixando-se transformar pelo Seu amor.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Sobretudo se sentes nascer em ti o desejo de abraçar a vida franciscana, recorda que o objetivo não é simplesmente imitar exteriormente Francisco. Trata-se de deixar que Cristo transforme a tua vida, para que também tu possas ser sinal da Sua presença no meio desta humanidade, ao mesmo tempo frágil e maravilhosa.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Deixa que o mistério dos estigmas te interrogue acerca dos teus desejos mais profundos. Permite que estas feridas de amor encontrem também lugar na tua vida e no teu coração.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-large-font-size">Uma proposta para ti</h2>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para te ajudar a caminhar à luz destas marcas, nós, frades, propomos o <strong>Grupo São Damião</strong>, um percurso de orientação e discernimento vocacional destinado a jovens que se sentem atraídos e interpelados pela radicalidade evangélica do Pobrezinho de Assis.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Se desejas caminhar com outros jovens e compreender melhor a vontade do Senhor para a tua vida, vem ao nosso encontro. Esperamos por ti para fazermos este caminho juntos.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Que esta experiência te ajude e encoraje. Não tenhas medo: confia sempre no Senhor e permanece atento aos Seus apelos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Para mais informações, contacta:</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a href="mailto:freizecarlos@gmail.com">freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a href="mailto:andreasfrater4@gmail.com">andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="690" height="355" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/v-1.jpg" alt="" class="wp-image-7986" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/v-1.jpg 690w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/v-1-300x154.jpg 300w" sizes="(max-width: 690px) 100vw, 690px" /></figure>
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		<title>Fraternidade: tocar a fragilidade do outro</title>
		<link>https://franciscanos.pt/fraternidade-tocar-a-fragilidade-do-outro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 11:31:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Franciscana]]></category>
		<category><![CDATA[Franciscanos]]></category>
		<category><![CDATA[Sementes Vocacionais]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[franciscanos]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[sementes vocacionais]]></category>
		<category><![CDATA[vocação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Michele De GregorioTradução livre: Frei José Augusto Marques Neste mês em que contemplamos a figura de São Francisco de Assis, somos convidados a redescobrir a fraternidade como um caminho concreto de vida cristã. Num mundo marcado pelo individualismo e pela indiferença, o testemunho do Santo de Assis continua a desafiar-nos a sair de nós próprios [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><em>Michele De Gregorio</em><br>Tradução livre:<em> Frei José Augusto Marques</em></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Neste mês em que contemplamos a figura de São Francisco de Assis, somos convidados a redescobrir a fraternidade como um caminho concreto de vida cristã. Num mundo marcado pelo individualismo e pela indiferença, o testemunho do Santo de Assis continua a desafiar-nos a sair de nós próprios e a reconhecer no outro um irmão.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A fraternidade não é uma ideia abstrata nem um simples ideal espiritual. É uma experiência viva que nasce do encontro com a fragilidade humana e que tem a força de transformar a vida.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-large-font-size">A fraternidade não é filantropia</h3>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Estou convencido de que a fraternidade ainda pode falar ao mundo de hoje. Não é apenas um conceito filantrópico nem a expressão de um altruísmo genérico. É um estilo de vida que pode ajudar a viver a realidade concreta.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Esta convicção tornou-se mais clara ao reler a encíclica <em>Fratelli tutti</em>. Num dos seus números mais densos, o Papa Francisco recorda que, num tempo em que tudo parece perder consistência, faz bem apoiar-nos na responsabilidade pela fragilidade dos outros e procurar juntos um destino comum.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Esta responsabilidade não permanece abstrata. Torna-se concreta quando somos capazes de colocar de lado as nossas exigências diante do rosto dos mais frágeis.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Servir significa olhar o rosto do irmão, tocar a sua carne, sentir a sua proximidade. Por isso o serviço nunca é ideológico: não se servem ideias, servem-se pessoas.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-large-font-size">O segredo está no cuidado</h3>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Cuidar da fragilidade dos outros é o verdadeiro teste de relações fundadas no amor. Um amor concreto, verdadeiro, que não tem medo da vulnerabilidade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">É um amor que nos leva a entrar no coração do outro e a reconhecer que somos responsáveis uns pelos outros. Um amor que nos faz ultrapassar muros e permanecer ligados à vida, mesmo quando esta parece ferida.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Na fragilidade pode nascer um novo começo. Pode abrir-se a porta para relações novas, feitas de paciência e abertura de coração.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Hoje existe uma necessidade profunda de experimentar que o amor verdadeiro passa pelo reconhecimento da própria fragilidade. Só assim podemos tornar-nos verdadeiramente humanos.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-large-font-size">O encontro que mudou Francisco</h3>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Também São Francisco viveu esta experiência. O encontro com o leproso foi decisivo no seu caminho.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">A <em>Legenda dos Três Companheiros</em> descreve como Francisco, que sentia grande repugnância pelos leprosos, teve de fazer violência a si próprio. Desceu do cavalo, ofereceu ajuda e beijou a mão daquele homem.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Não se trata de um gesto heroico isolado, mas do início de uma transformação. A partir desse momento começou um caminho interior que o levou progressivamente a vencer o próprio egoísmo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Cuidar da fragilidade dos outros implica sempre um esforço interior. Exige passar do desejo de bastar a si mesmo à escolha de servir a vida concreta das pessoas.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Não é masoquismo, mas um passo necessário para sair do “eu” e entrar no “nós”.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-large-font-size">Um caminho que continua</h3>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Depois desse encontro, Francisco não mudou de um dia para o outro. Iniciou um caminho paciente de conversão, uma transformação humana profunda que se desenvolveu ao longo do tempo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Este é talvez o verdadeiro milagre: Francisco continuou o caminho.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Reconhecer a própria fraqueza e a dos outros tornou-se para ele uma porta estreita, mas luminosa. Uma porta que o conduziu à verdadeira liberdade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Hoje a fraternidade continua a desafiar-nos a fazer o mesmo. A permanecer junto da vida, sobretudo onde ela está mais ferida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><br>Para mais informações, contacta:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Frei José Carlos Matias (Coimbra)</strong><br>Tel.: 239713938 | Email: <a>freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Frei André Scalvini (Lisboa)</strong><br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a>andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/Capa-a-Delegacao-1-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-7269" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/Capa-a-Delegacao-1-1-1024x576.jpg 1024w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/Capa-a-Delegacao-1-1-300x169.jpg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/Capa-a-Delegacao-1-1-768x432.jpg 768w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/Capa-a-Delegacao-1-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>Um ano fora do sofá</title>
		<link>https://franciscanos.pt/um-ano-fora-do-sofa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[dev@yunik.us]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2026 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Além do Sofá]]></category>
		<category><![CDATA[JMJ]]></category>
		<category><![CDATA[Jovens]]></category>
		<category><![CDATA[Santo António]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com esta edição de Janeiro, a rubrica “Além do Sofá” completa um ano de presença no Mensageiro de Santo António. Tudo começou com duas questões bastante relevantes e de fundamental resposta: “Quem são os jovens de hoje?” e “Porque é que a sua atenção não está virada para a Igreja?”. Com este mote, demos a [&#8230;]</p>
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<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-4" style="color:#d57c2e"><a href="https://franciscanos.pt/ines-santos/">Inês Santos</a></h3>
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<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-5" style="color:#d57c2e"><a href="https://franciscanos.pt/goncalo-oliveira/">Gonçalo Oliveira</a></h3>
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<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Com esta edição de Janeiro, a rubrica “Além do Sofá” completa um ano de presença no Mensageiro de Santo António. Tudo começou com duas questões bastante relevantes e de fundamental resposta: “Quem são os jovens de hoje?” e “Porque é que a sua atenção não está virada para a Igreja?”. Com este mote, demos a conhecer várias áreas de interesse dos jovens: a importância da música para a oração e a participação na missa; a procura de voz no caminho de sinodalidade da Igreja; a tomada de decisão da entrada para o ensino superior que se revela para muitos um bicho de sete cabeças; as expectativas para a JMJ Lisboa 2023; a experiência enriquecedora de caminhar até Santiago de Compostela e; por fim, o que constitui uma comunidade, em especial a comunidade cristã. Os autores querem, desde já, deixar um agradecimento ao MSA pelo convite que foi feito e também um obrigado a todos os leitores que nos têm acompanhado.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Um novo ano começa e com ele vem um discernimento das nossas prioridades como também inevitavelmente um número de resoluções. 2023 vai ser um ano especial para Portugal e para a comunidade cristã. Com a Jornada Mundial da Juventude, vamos receber simultaneamente o maior evento jovem do mundo e o maior evento que Portugal já teve o privilégio de organizar. Isto significa que a Igreja vai ser o centro das atenções de todo o mundo, durante pelo menos uma semana e meia. Não haverá oportunidade igual para mostrar quem é a Igreja de hoje e de como está assente na alegria e na juventude. Este evento vai mover todo o país para trabalhar em conjunto e acima de tudo, mostrar uma prova de confiança em acolher jovens de todo o mundo nas nossas casas. Estamos ansiosos para ver os frutos que este evento vai trazer em chamar a atenção dos muitos jovens que se têm afastado da Igreja ou que nunca lhe deram a devida atenção. A imagem da Igreja tem que ser uma imagem unida, alegre, aberta e fundamentada no amor de Deus e no exemplo de vida que é Jesus.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Nem tudo será sobre a JMJ. Há muitos assuntos que estão bem vincados entre os jovens e que merecem a sua atenção de todos sem exceção. Não podemos esquecer que o ano de 2022 viu o agravamento dos conflitos militares entre a Ucrânia e a Rússia que permitiram à causa humanitária uma crescente relevância. A nível das alterações climáticas, os jovens têm sentido uma força condutora à atuação e mudança nos vários sistemas que os rodeiam e que se mostram pouco sustentáveis. Igualmente a nível tecnológico, há novas preocupações sobre o impacto do uso excessivo do telemóvel e das redes sociais no comportamento social dos mais novos e, consequentemente, o que o mesmo significa para o futuro das relações interpessoais e capacidades cognitivas. Por fim e não menos importante, temos a crescente despreocupação dos jovens pela política e pela formação pessoal da ética e moral que regem a sua vida e crenças.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para nós, o Mensageiro de Santo António faz um dos papéis mais importantes da Igreja &#8211; o da divulgação da fé cristã e da evangelização da comunidade. Da nossa parte, queremos trazer, por escrito, todas estas modalidades e ter sempre presente uma opinião crítica e um contributo informativo e didático para os jovens. Vamos também trazer outras vozes para dar testemunho ou para falar sobre assuntos que necessitam de um maior entendimento que os autores não conseguem dar. Sem dúvida que esta rubrica tem sido para nós, autores, um grande desafio mas especialmente uma ferramenta de aprendizagem. Nesta nota, esperamos que o seja também para vocês e que continuemos a proporcionar-vos esta sensação de “desconforto” ao sair do sofá.</p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph">Contactos em Portugal</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para mais informações, contacta:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Frei José Carlos Matias</strong>&nbsp;(Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: freizecarlos@gmail.com</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Frei André Scalvini</strong>&nbsp;(Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: andreasfrater4@gmail.com</p>
<p>O conteúdo <a href="https://franciscanos.pt/um-ano-fora-do-sofa/">Um ano fora do sofá</a> aparece primeiro em <a href="https://franciscanos.pt">Franciscanos</a>.</p>
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		<item>
		<title>A descoberta do corpo de São Francisco</title>
		<link>https://franciscanos.pt/a-descoberta-do-corpo-de-sao-francisco/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2026 18:41:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura Franciscana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Felice AutieriArquivo Sacro ConventoTradução livre de Frei José Augusto Marques No contexto do Jubileu Franciscano e dos 800 anos da morte de São Francisco, é importante recordar um momento marcante da história da Basílica de Assis: a redescoberta do corpo do Santo. Em 1818, o Ministro geral Giuseppe De Bonis pediu ao Papa Pio [&#8230;]</p>
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<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Por <em>Felice Autieri</em><br>Arquivo Sacro Convento<br>Tradução livre de <em>Frei José Augusto Marques</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No contexto do Jubileu Franciscano e dos 800 anos da morte de São Francisco, é importante recordar um momento marcante da história da Basílica de Assis: a redescoberta do corpo do Santo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Em 1818, o Ministro geral Giuseppe De Bonis pediu ao Papa Pio VII autorização para retomar as escavações iniciadas anos antes. Já em 1806 tinha havido uma tentativa, mas os acontecimentos políticos ligados às invasões napoleónicas obrigaram a interromper os trabalhos.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Com a situação estabilizada, decidiu-se escavar de novo, desta vez de modo sistemático e discreto. Os trabalhos eram feitos de noite, sob o pavimento da basílica inferior, para não perturbar os peregrinos.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Foi aberto um túnel com cerca de sete metros, avançando lentamente sob o altar-mor. Durante semanas, os operários trabalharam em condições difíceis, quebrando betão endurecido ao longo dos séculos com ferramentas pesadas.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Depois de 52 noites de trabalho, chegaram finalmente ao lóculo funerário. Encontraram barras de ferro, pedras cuidadosamente colocadas e, por fim, uma grade que protegia o interior.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Ao introduzir uma vela por uma pequena abertura, puderam vislumbrar o corpo.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Segundo o relato enviado ao Papa pelo Custódio do Sacro Convento, o corpo de São Francisco foi visto intacto. Quando a pedra foi removida e o ar entrou, algumas partes começaram a ceder. Era o dia 12 de dezembro de 1818, pelas 22 horas.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Meses depois iniciaram-se os trabalhos para a construção do túmulo atual, concluído em 1824.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Recordar este acontecimento, no ano jubilar, não é apenas recordar um facto arqueológico. É recordar que a memória de Francisco atravessa os séculos. O seu corpo foi encontrado sob o altar, como sinal de uma vida escondida que continua a sustentar a Igreja.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Celebrar os 800 anos da sua morte é redescobrir não apenas um túmulo, mas uma herança viva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="has-large-font-size wp-block-paragraph"><strong>Contactos em Portugal</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Para mais informações, contacta:</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei José Carlos Matias (Coimbra)<br>Tel.: 239713938 | Email: <a>freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Frei André Scalvini (Lisboa)<br>Tel.: 21 837 69 69 | Email: <a>andreasfrater4@gmail.com</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="600" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/RIVISTA-1978-16-1.jpg" alt="" class="wp-image-7250" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/RIVISTA-1978-16-1.jpg 800w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/RIVISTA-1978-16-1-300x225.jpg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/02/RIVISTA-1978-16-1-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>
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		<title>A Casa de Francisco continua a construir-se</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jose_Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2026 20:53:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No contexto dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis e do Jubileu Franciscano, a Paróquia de Santo António dos Olivais viveu, nos dias 3 e 4 de outubro, uma celebração que envolveu não só a comunidade paroquial, mas também o Arciprestado e a cidade de Coimbra. No dia 3, durante a tarde, [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-thumbnail has-custom-border is-style-default"><img decoding="async" width="150" height="150" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v-150x150.jpg" alt="" class="wp-image-6847" style="border-top-left-radius:100px;border-top-right-radius:100px;border-bottom-left-radius:100px;border-bottom-right-radius:100px;aspect-ratio:1;object-fit:cover" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v-150x150.jpg 150w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2025/11/Passe-Site-v.jpg 200w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-6" style="color:#d57c2e"><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-marta-panao/"></a><a href="https://franciscanos.pt/colaboradores-frei-jose-carlos/">Frei José Carlos Cerdeira Matias</a></h3>
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<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No contexto dos 800 anos da morte de São Francisco de Assis e do Jubileu Franciscano, a Paróquia de Santo António dos Olivais viveu, nos dias 3 e 4 de outubro, uma celebração que envolveu não só a comunidade paroquial, mas também o Arciprestado e a cidade de Coimbra.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No dia 3, durante a tarde, realizou-se o &#8220;Dia Franciscano&#8221;, com a participação de crianças, jovens, escuteiros, catequese, famílias e muitos outros membros da comunidade. A partir da imagem da <strong>“Casa de Francisco”</strong>, fomos convidados a descobrir quatro caminhos: <strong>reconstruir, fraternizar, cuidar e servir</strong>. Foi uma tarde muito participada, vivida com alegria e num ambiente simples de encontro e fraternidade.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">À noite, às 20h30, teve lugar o <strong>&#8220;Trânsito de São Francisco</strong>&#8220;, que partiu da Capela dos Mártires de Marrocos, dos Frades Menores, na Avenida Dias da Silva, e subiu até à igreja de Santo António dos Olivais. Foi um momento sereno e muito sentido, vivido com a presença do Bispo de Coimbra, D. Virgílio, de alguns sacerdotes da Diocese, dos seis frades da comunidade dos Frades Menores Conventuais, do frei Luís Oliveira, dos Frades Menores, das Irmãs Franciscanas da comunidade de Santa Justa, de outros religiosos e de muitos fiéis.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">No dia 4, festa de São Francisco, a celebração continuou com a solenização das várias Eucaristias na igreja de Santo António dos Olivais.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph">Foram dois dias simples, mas muito significativos, que nos ajudaram a celebrar São Francisco não apenas como memória, mas como alguém que continua a inspirar a nossa forma de viver o Evangelho: <strong>reconstruindo, fraternizando, cuidando e servindo</strong>. Afinal, a Casa de Francisco continua a ser uma casa que todos somos chamados a construir. </p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"></p>



<h1 class="wp-block-heading has-large-font-size">Contactos em Portugal</h1>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Para mais informações, contacta:</strong></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Frei José Carlos Matias (Coimbra)</strong><br>Tel.: 239 713 938<br>Email: <a>freizecarlos@gmail.com</a></p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Frei André Scalvini (Lisboa)</strong><br>Tel.: 21 837 69 69<br>Email: <a>andreasfrater4@gmail.com</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/1-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-7903" srcset="https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/1-1024x768.jpeg 1024w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/1-300x225.jpeg 300w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/1-768x576.jpeg 768w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/1-1536x1152.jpeg 1536w, https://franciscanos.pt/wp-content/uploads/2026/10/1.jpeg 1600w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



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