Quando o Evangelho é vivido, Francisco está vivo

De: sanfrancescopatronoditalia.it
Tradução livre: Frei José Augusto Marques

Neste mês de novembro, marcado pela esperança na ressurreição, somos convidados a olhar para a vida para além da morte. Mas talvez a pergunta comece já aqui: o que é que significa estar verdadeiramente vivo?

Diante do túmulo de Francisco de Assis, há uma ideia antiga que atravessou os séculos: a de que Francisco teria “ressuscitado”. Não no sentido físico, mas numa intuição mais profunda.

Como recorda Felice Accrocca, atual bispo de Assis, Francisco volta a surgir sempre que o Evangelho é vivido.

A força do exemplo

Francisco não quis impor, nem controlar, nem corrigir pela força. Acreditava noutra coisa: o exemplo.

Mesmo diante dos erros e incoerências dos irmãos, confiava que uma vida vivida com verdade podia abrir caminho. Não precisava de condenar. Bastava viver de forma coerente.

E isso continua a ser atual.

Ressurgir na vida concreta

Falar de ressurreição não é apenas pensar no fim da vida. É perceber que algo pode voltar a ganhar vida já hoje.

Sempre que alguém escolhe o bem.
Sempre que alguém recomeça.
Sempre que alguém decide viver o Evangelho com verdade.

Aí, algo renasce.

E, nesse sentido, Francisco não pertence apenas ao passado.

Uma vida que continua

Ele não “ressurge” como memória bonita, mas como vida que continua a acontecer.

Quando há fraternidade, ele está presente.
Quando há simplicidade, ele está presente.
Quando há coragem de viver o Evangelho, ele está presente.

A sua vida prolonga-se na vida de quem arrisca viver como ele viveu.

E fica a pergunta

Onde é que, na tua vida, o Evangelho pode voltar a ganhar vida hoje?

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