Ser santos, a primeira vocação de todos nós!

de frei Alberto Tortelli

Neste mês de novembro, celebramos a solenidade de Todos os Santos.
É um tempo para olhar a nossa vida à luz da santidade.
Este mês convida-nos a descobrir que a santidade não é um ideal distante, mas o centro da nossa vocação.
Ser santo é viver como Jesus viveu: com amor, simplicidade e fidelidade no dia a dia.

Todos os santos são homens e mulheres que acolheram Deus na sua humanidade.
A Encarnação lembra-nos que a santidade acontece nas pequenas coisas, nos gestos simples, no cuidado com os outros.
É Deus que entra nas nossas ruas, no nosso trabalho, na nossa fragilidade — e aí nos chama à plenitude.

O chamamento à santidade

Qualquer que seja o nosso caminho, Deus quer-nos santos.
Essa é a primeira vocação de todos.
O Pai chama cada um de nós, em cada hora do dia, e repete com amor: “Quero-vos santos!”.
Somos filhos e filhas de Deus, criados para a alegria e para o amor.

Muitas vezes, achamos que a santidade é impossível.
A rotina, o cansaço e as preocupações fazem-nos pensar que é coisa de poucos.
Mas a santidade não é perfeição sem falhas.
É um caminho que se constrói no quotidiano, com os nossos “sins” concretos e com a graça de Deus que nos sustenta.

«Sede santos para mim, porque Eu, o Senhor, sou santo e vos escolhi para serdes o meu povo» (Lv 20,26).

Um caminho simples

A santidade é um dom que se acolhe e se aprende.
Santa Teresa do Menino Jesus compreendeu isto muito bem.
Ela mostrou-nos que há uma “pequena via” para o Céu — o caminho da infância espiritual.

Ela dizia:
“O Bom Deus não poderia inspirar desejos irrealizáveis.
Apesar da minha pequenez, posso aspirar à santidade.
Quero encontrar um elevador para chegar a Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a escada da perfeição.
E encontrei-o: o elevador são os braços de Jesus.
Não preciso de crescer, é preciso apenas permanecer pequena.”

A santidade do quotidiano

Ser santo é viver no amor, com humildade e confiança.
É aceitar os limites e deixarmo-nos amar.
É o mesmo caminho de pequenez e alegria que São Francisco viveu e nos ensinou.

Porque não seguir o seu exemplo?
A santidade é possível.
É a vocação mais bonita que temos: deixar que Deus viva em nós, como viveu em Francisco, em Teresa e em tantos outros.

frei Alberto

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