Abril, tempo de luz e de vida nova

Às portas do Tríduo Pascal

O mês de abril começa num dos momentos mais intensos e centrais da nossa fé. No dia 1 de abril vivemos a Quarta-feira Santa, já com o olhar posto no Tríduo Pascal que se inicia no dia seguinte, Quinta-feira Santa. Estamos às portas dos dias em que a Igreja se detém para contemplar o coração do mistério cristão: a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus. Não são apenas dias de memória, mas dias que nos envolvem e nos colocam diante do essencial.

O centro da nossa fé

O Tríduo Pascal é o centro do ano litúrgico porque é o centro da nossa fé. Nele celebramos um amor que se entrega até ao fim, uma cruz que não é derrota e uma ressurreição que inaugura um tempo novo. Tudo converge para este mistério. Tudo nasce daqui. É por isso que a Páscoa não é apenas uma festa entre outras, mas o fundamento da nossa esperança.

A Páscoa como nova criação

Como nos recordou o Papa Bento XVI, a Páscoa é a festa da nova criação. Na ressurreição de Jesus, Deus volta a dizer: faça-se a luz. Depois da noite da dor, do medo e do sepulcro fechado, a luz irrompe de novo. A vida vence a morte. O bem é mais forte do que o mal. O amor tem a última palavra. Em Cristo ressuscitado, o mundo é recriado e a nossa própria vida ganha um horizonte novo (Cf. Bento XVI, Homilia da Vigília Pascal, 7 de abril de 2007).

A luz que orienta a vida

A imagem da luz ajuda-nos a compreender o que está em jogo na Páscoa. A luz permite ver, escolher, caminhar, encontrar-se com os outros. Sem luz, tudo se confunde. A ressurreição de Jesus é essa luz que ilumina a nossa história e nos revela o que é verdadeiramente essencial. Pela fé e pelo batismo, esta luz entrou na nossa vida e chama-nos a viver de forma nova.

Redenção e vida nova em Cristo

Ao longo de todo o mês de abril vamos aprofundar este tema central: a redenção e a vida nova em Cristo. A Páscoa não se esgota num único dia. É um tempo que se prolonga e que nos transforma. Ser redimido é deixar que Cristo nos tome pela mão e nos conduza da escuridão para a luz, do medo para a confiança, da morte para a vida.

Uma luz que se dá

O círio pascal recorda-nos que esta luz não é fria nem distante. É uma luz que se consome para iluminar, que se dá para aquecer. Cristo é essa luz viva que se oferece por amor e nos convida a fazer o mesmo. Estar perto de Cristo é deixar-se aquecer pelo seu fogo, um fogo que purifica, transforma e renova o coração.

Caminhar como filhos da luz

Abril será, assim, um mês para caminhar à luz da Páscoa. Um mês para deixar que a ressurreição de Jesus ilumine as nossas escolhas, as nossas relações e a nossa forma de estar no mundo. Como Igreja, somos chamados a ser sinais desta luz, para que outros possam encontrar esperança, sentido e vida nova em Cristo.

Frei José Carlos Cerdeira Matias

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