As 6 síndromes da procura vocacional

Frei Alberto Tortelli

Hoje apresento as seis síndromes mais frequentes no discernimento vocacional: verdadeiros “vírus” que podem afetar o germe da vocação plantado por Deus no coração.

1. Síndrome do “jovem-rico”

É o jovem activo na Igreja — correu grupos, canta no coro, participa em peregrinações — e que proclama grandes ideias de missão. Porém, custa-lhe abrir mão do seu “tesouro” (o projeto pessoal, a namorada, o curso, o lugar seguro) para dar a vida inteira ao Senhor. Não aceita, em profundidade, perder o seu projeto em favor do seguimento total.

2. Síndrome do “viva a liberdade — há sempre tempo”

É de quem adia a decisão: já fez cursos, participou em encontros, parece em discernimento, mas acaba por recuar. Gosta de manter todas as portas abertas e prefere “haver sempre tempo”. Muitas vezes repete o mesmo padrão em vários contextos, adiando compromissos decisivos até ao ponto de nunca os assumir.

3. Síndrome do “Cupido”

Ocorre quando um caminho vocacional sério se interrompe por uma relação amorosa repentina. A atração é tomada como um “sinal divino” que justifica abandonar o percurso anterior. Assim dissolvem-se dúvidas e ideais, substituídos pela atração imediata — uma mudança percebida como incontestável e irrevogável.

4. Síndrome do “novo são Francisco”

É a atitude de quem entra no discernimento cheio de certezas, slogans e atitudes de santidade já proclamada. Assume um tom juicioso em relação aos outros e imagina um futuro grandioso (frade, religiosa, até Papa!). Normalmente não suporta o confronto com a realidade concreta e acaba por retirar-se precocemente.

5. Síndrome da “Pulcinella”

É quem se esconde atrás de uma máscara e nunca se expõe verdadeiramente aos formadores ou ao diretor espiritual. Evita partilhar feridas, limites ou dificuldades íntimas. Pode até entrar numa comunidade, mas mais tarde sofre quando a vida comunitária “desmascara” quem realmente é. Melhor confiar desde logo e abrir-se com honestidade.

6. Síndrome do “faço tudo eu”

É quem prefere gerir o processo sozinho, sem se deixar tocar em profundidade. Vai aos formadores, mas não se deixa questionar; não confia no Senhor nem na orientação dos outros. No fundo, é uma atitude de auto-deidade: decide e governa a própria vida, sem risco de se entregar.

E tu?

Reconheces-te em alguma destas atitudes? Muitas vezes as síndromes aparecem juntas ou alternadas. Por isso, atenção a um discernimento sério: deixa-te ajudar, confia e, sobretudo, reza.

Frei Alberto

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