Julho convida-nos a parar e a escutar. A vida não é apenas uma sucessão de escolhas ou de caminhos que vamos construindo. Antes de tudo isso, há algo que nos antecede: um chamamento.
Falamos de vocação. Mas muitas vezes começamos pelo fim: que caminho seguir, que decisões tomar, que forma dar à vida.
E esquecemos o essencial.
A vocação começa antes de qualquer resposta.
Começa num amor.
Um amor que vem primeiro
No centro da fé cristã não está aquilo que fazemos por Deus, mas aquilo que Deus faz por nós.
Antes de qualquer decisão, antes de qualquer mérito, há uma verdade simples: somos amados.
Francisco de Assis percebeu isso profundamente. A sua vida não nasce de um projeto, mas de um encontro. De se saber olhado, amado, chamado.
E isso muda tudo.
A primeira vocação
Talvez a vocação mais importante seja aquela que muitas vezes damos por adquirida: a vocação de ser filho.
Escutar, no mais fundo de si, esta palavra: “tu és amado”.
Não como ideia, mas como verdade que sustenta a vida.
É daqui que nasce tudo o resto.
Responder com a vida
A partir daqui, cada um é chamado a responder.
De formas diferentes.
Por caminhos diferentes.
Com ritmos diferentes.
Mas sempre com a mesma lógica: responder a um amor recebido.
A vocação não é um peso. É uma resposta livre.
Um mês para escutar
Este mês de julho, dedicado às vocações, é um tempo para isso.
Menos ruído.
Menos pressa.
Mais escuta.
Não tanto para encontrar respostas imediatas, mas para reconhecer aquilo que já foi dado.
E fica a pergunta
Antes de pensares no que deves fazer… já paraste para reconhecer que és amado?
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