MISSA NOITE DE NATAL  

– ANO A –

25 dezembro 2025

1ª leitura: Is 9, 2-7 – “Um filho nos foi dado”

Salmo: 95 – “Hoje nasceu o nosso Salvador, Jesus Cristo Senhor”

2ª leitura: Tito 2, 11-14 – “Manifestou-se a graça de Deus para todos os homens”

Evangelho: Lc 2, 1-14 – “Nasceu-vos hoje um Salvador”

PALAVRA É MEDITADA…

Ecoa hoje o anúncio: nasceu para nós o Salvador. Que maravilha para nó, para ti, para mim, para todos aqueles que compreenderam que não são os salvadores da própria vida nem da dos outros.

É precisa uma grande humildade para reconhecer o Salvador num pequeno menino que não traz os sinais do poder, mas os do amor, da fragilidade, da fraqueza e da pobreza. Nós não contemplamos só que Deus se fez homem, mas que tipo de homem: último com os últimos.

Que belo: não há outro destino a não ser tornar-se como tu! Palavras que confirmam aquilo que os padres da Igreja disseram a propósito da incarnação de Deus em Jesus: Deus se fez homem para que o homem se torne Deus! Palavras surpreendentes, palavras que nos dizem quanto somos preciosos aos seus olhos e quanto nos devemos imergir numa paixão de semelhança, com aquele que se imergiu na nossa natureza humana.

Este nascimento é o convite à grande alegria como anunciado pelos anjos aos pastores. «(O anjo disse aos pastores), não temais: eis que vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: nasceu-vos hoje um Salvador, que é Cristo Senhor».

E não se trata de uma visita qualquer, mas de uma visita que traz consigo um dom: a salvação de Cristo Senhor. Ele nos dá a verdadeira alegria que, se acolhida, expulsa a tristeza em que nos afundámos seguindo as experiências efémeras deste mundo, experiências que não mantiveram as suas promessas. Não, não nascemos para viver aquela alegria fugaz que o mundo nos propõe, mas para viver na alegria cristã, que resta e nos acompanha em todas as dificuldades. É a alegria pascal, como a chamam os orientais, que nos recorda que nenhuma situação, por mais dolorosa que seja, tem jamais a última palavra – porque a última palavra é de Cristo Salvador.

Por fim, este anúncio é um augúrio de paz. «E logo apareceu com o anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: “Glória a Deus no mais alto dos céus e sobre a terra paz aos homens, que ele ama”».

A glória de Deus que está no mais alto dos céus, reveste-se de humanidade, desce sobre esta terra para trazer a verdadeira paz aos homens que ele ama. Esta paz é dada a todos porque ele ama a todos. Este anúncio não é um apelo à boda vontade dos homens (esta vem depois), mas anúncio alegre do amor e da benevolência de Deus por nós.

Ele nos ama não porque somos bons, mas porque somos filhos. Quantas vezes, vivendo como órfãos, procurámos resolver sozinhos todos os problemas que se nos apresentaram; pensando que assim teríamos tido um pouco de paz. Mas quando é que não há problemas na vida? A paz que Jesus traz a terra não é como ausência de problemas, mas paz nos problemas, porque ele é a nossa paz, porque sabemos que todas as situações, por mais difíceis que sejam, nunca é a última palavra, porque aquele que é a paz, a alegria, o amor, a vida, a Ressurreição está connosco.

Jesus nasceu para todos aqueles que se deram conta que não são salvadores de nada nem de ninguém. Cristo nasceu para todos aqueles que procuram grande alegria e paz plena. …

…É REZADA

Estás aqui, Senhor Jesus,

nos braços de um pai e de uma mãe

que te acolheram na sua vida e na sua casa.

Estás aqui, nos braços do mundo,

e és pequeno, quanto um bebé,

tanto que os outros não se apercebem,

mas quem se apercebe encontra a paz.

Estás aqui, nos braços dos pobres,

e és frágil, quanto um doente ou o último descartado,

tanto que aos fortes não interessas

mas quem se interessa encontra a esperança.

Estás aqui, nos braços dos jovens,

e és espera: de afetos, de trabalho, de amanhã,

tanto que quem se sente a postos não te espera mais,

mas quem te deseja encontra a realização.

Estás aqui, e hoje nasceste para nós, Salvador:

clarão de luz na noite do tempo

e canto de alegria no choro dos aflitos,

bebé ao lado, homem entre nós.

Estás aqui, modelo e mestre de humanidade:

que a nossa terra seja mais humana!

À tua imagem.

Ámen

Composto e traduzido de, qumran2.net // la chiesa.it

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