SABAUDIA ‘26

Encontro entre o Agrupamento 109 – Santo António dos Olivais do CNE com o Grupo Sabaudia 1 da AGESCI e a Comunidade paroquial de Sabaudia. Sabaudia, 21-26 de agosto de 2026

“Oh! Como é bom e agradável

viverem os irmãos em harmonia!”

Salmo 133

UMA EXPERIÊNCIA INESQUECÍVEL

É possível que uma tartaruga consiga percorrer 5.000 Km em quatro dias? Com certeza que não! Mas a “TarTuga Severina” não só conseguiu esta façanha, mas também deixou um rasto indelével no caminho que calcorreou.

O Agrupamento 109 – Santo António dos Olivais do CNE, Região de Coimbra, colocou como objetivo final do triênio 2023-2026 uma viagem à terra natal do seu Assistente: Sabaudia, Itália. O objetivo era ampliar os conhecimentos, abrir-se à novas realidades, partilhar experiências, pôr à prova as próprias capacidades, amadurecer a fé e a vivência cristã.

A escolha da TarTuga Severina como mascote do empreendimento e a figura de Francisco de Assis, de que este ano recorre o 8º centenário da sua morte, foram as “linhas de comboio” do projeto. Assim como a tartaruga nos ensina que, para nos sentirmos em casa, não precisamos de muita coisa, assim S. Francisco recorda-nos que é quando nos despojamos de tudo, então é que nos enriquecemos do máximo bem.

Saídos de Coimbra com dois autocarros e mais uma carrinha de apoio, com um total de 95 escuteiros (exploradores, pioneiros, caminheiros e chefes), a caravana chegou a Sabaudia, onde acampou nas instalações da Paróquia da “Santíssima Annunziata” (Anunciação). O impacto inicial foi excelente: o acolhimento foi fraterno e disponível, o que permitiu assentar da melhor forma as tendas, os lugares próprios para as atividades previstas e, sobretudo, criar um clima de confiança com as pessoas que nos acolheram.

Na oração da primeira noite em Sabaudia, rezámos:

“Senhor, hoje descobrimos que todos temos medo… Ajuda-nos a compreender que ter medo não nos torna mais fracos… Dá-nos a coragem para reconhecermos aquilo que sentimos, a humildade para pedir ajuda e a generosidade para acolher os medos dos outros… Como São Francisco diante do lobo, ensina-nos a não fugir daquilo que nos assusta, mas a encontrar amigos de confiança, de encontro e de paz”.

O programa previsto para os cinco dias em Sabaudia ficou bem definido, tendo sido muito importante o suporte do livrinho “Imaginário Sabaudia”, preparado pela equipa da Animação, para dar sentido às atividades e manter um “fio direto” com Aquele que é o nosso “Chefe máximo”: Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida.

Sabaudia é uma cidade jovem, nascida numa área recuperada a uma zona lacustre e pantanosa, que desfruta de um ambiente natural único: mar, praia, lago, Parque Nacional do Circeo, um clima quente e agradável, cheio de luz e de cores… enfim, um lugar para restabelecer forças e saborear o dom da vida.

Os escuteiros mergulharam com entusiasmo neste ambiente, de tal forma que os dias passaram num instante. As recordações, porém, ficaram bem gravadas na mente e no coração de todos.

A primeira grande experiência em Sabaudia foi o impacto com a “irmã água” que, como afirma S. Francisco, “é tão útil, humilde, preciosa e casta”. Em dias de grande calor, poder mergulhar na água do mar mediterrâneo e usufruir da sua limpidez para refrescar os corpos, isso faz espevitar a alegria da vida e despertar o sentido de gratidão para com o Criador.

Também a água do lago de Sabaudia serviu para proporcionar aos escuteiros uns passeios de barco que encheram de alegria a vista e o imaginário de todos e… quando, até, um peixe quis “saltar” para dentro do barco, então é que a festa foi total!

O ponto alto da estadia em Sabaudia foi, porém, a Eucaristia celebrada ao ar livre no Domingo à tarde, juntamente com o Grupo Scout de Sabaudia e toda a comunidade paroquial. Presidida pelo Pároco e concelebrada pelos outros Padres, a celebração evidenciou quanto é belo quando os irmãos se reúnem em fraternidade e, unidos num só corpo graças à Palavra e ao Pão, dão graças a Deus pelos benefícios recebidos. No fim da celebração, houve o momento de troca de “recordações” que cimentaram o espírito de fraternidade vivido nestes dias e o agradecimento mútuo pelos benefícios que este empreendimento despertou em todos. O convívio final, com Pizzas e cânticos, em português e italiano, encheu de alegria e contentamento a todos os que participaram.

Outra interessante experiência foi a visita ao museu “Piana delle Orme”, que ajudou os escuteros a conhecer, de forma visível, a história da terra que pisamos, com os seus momentos belos e difíceis, empolgantes e dolorosos que, como um livro aberto, oferecem ao visitante uma lição de história e de vida para sabermos apreciar aquilo que recebemos, valorizar a experiência dos que nos precederam e continuar a cuidar da obra da Criação, dando a nossa contribuição.

Esta visita ajudou-nos a entender que, na vida, o caminho não se faz sozinho. Há sempre alguém que espera por nós; há sempre alguém que nos ajuda; há sempre alguém que nos dá coragem para continuar. S Francisco descobriu que seguir Jesus era precisamente isto: deixar de pensar só em si e começar a cuidar dos outros. Não basta caminhar ao lado dos outros; é preciso ajudar para que o caminho deles seja melhor.

Os dias em Sabaudia foram tão envolventes que passaram num instante. Vimos muitas coisas, saboreamos momentos encantadores, realizamos novas experiências, porém, queremos aqui deixar uma referência às coisas boas que aconteceram sem sabermos quem as fez. Na verdade, a comunidade mantém-se viva através de gestos que ninguém vê e ninguém aplaude. São estes gestos escondidos que sustentam a vida da comunidade.

Por isso, no final da estadia, diante da imagem de Santa Maria da “Sorresca” (Ressurreição), queremos elevar ao Senhor a nossa oração de gratidão por ter feito nascer vida dentro de cada um de nós.

Senhor: obrigado pelos caminhos que percorremos nestes dias. Obrigado pelas pessoas que colocaste ao nosso lado. Obrigado pelos sorrisos, pelas dificuldades, pelas conversas, pelos silêncios e pelos gestos que ninguém viu.

Ensina-nos a cuidar sempre do caminho dos outros. Que, tal como Francisco, sejamos construtores de paz. E que, tal como Santa Maria da Sorresca, saibamos acreditar que Tu fazes nascer vida mesmo onde tudo parece perdido.

Não deixes que esta experiência fique apenas numa memória bonita. Faz dela um princípio. Um princípio de uma vida mais simples, mais disponível e mais capaz de amar. Ámen.

Dia 26 de agosto: viagem para Assis e permanência até ao final do dia 27

A viagem programada teve como “cereja no bolo” a visita da cidade de Assis, terra natal de São Francisco e onde repousam os seus restos mortais.

O tempo foi pouco para poder encher a alma e o coração das maravilhas que vimos e experimentamos nesta cidade encantadora. Antes de entrarmos em Assis, cidade da Paz, fomos convidados a olhar para esta cidade de uma forma diferente: não apenas como a terra de São Francisco, mas um lugar que nos lembra que a paz começa sempre em cada um de nós. A força da paz não consiste em vencer discussões, mas em construir pontes, reconciliar pessoas e dar o primeiro passo para o perdão.

Senhor: obrigado por estes dias em Assis, pela beleza das paisagens, das histórias e das pessoas. Obrigado por nos mostrares, através de S. Francisco, que o verdadeiro encontro não acontece apenas quando nos aproximamos de alguém, mas quando permitimos que esse encontro transforme o nosso coração.

Continua a ensinar-nos a acolher sem medo. Dá-nos um olhar capaz de reconhecer a dignidade de cada pessoa e faz crescer em nós uma casa onde todos encontrem lugar; onde haja espaço para escutar, para servir, para doar e para recomeçar. Ámen.

Contactos em Portugal


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Tel.: 239713938 | Email: freizecarlos@gmail.com

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Tel.: 21 837 69 69 | Email: andreasfrater4@gmail.com

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