Por frei Fabrizio Bordin
O 2025 foi um ano tão intenso a nível eclesial – Jubileu da Esperança, morte do Papa Francisco, eleição do Papa Leão. No fim alguém me questionava: “E agora frei?”
“Agora o quê?”, respondi à diretora de uma instituição de solidariedade social. “Agora que acabou o Jubileu da Esperança, em quê nos podemos agarrar?”.
Uma pergunta que me deixou bastante surpreendido, por revelar o anseio do homem moderno que espera uma palavra de esperança, numa “igreja-comunhão”. Fechou a porta jubilar, morreu um Papa, mas não encerrou a porta da esperança, nem morreu a “eklésia”, a comunhão e a esperança dos crentes em Cristo. O Espírito continua a soprar, não sabemos para onde, mas sentimos a sua brisa, vemos os movimentos do barco.
Há 800 anos concluiu a sua vida terrena Francisco de Assis, um homem que viveu num tempo de profundas mudanças na vida social e política, pensamos nas cruzadas e nas guerras entre cidades pela afirmação económica, num tempo de crise e decadência de uma Igreja prisioneira do seu luxo e que condenava à fogueira os hereges. Mesmo assim, no seio da Igreja, surgiram figuras exemplares que a “reconstruíram” por dentro, tornando-se homens e mulheres luminosos e de esperança.
Francisco de Assis é um deles. Celebrar o Ano Santo Franciscano em 2026 não significa organizar eventos para enaltecer a sua memória e prestígio, mas ocasião para “ler” a sua vida, descobrir e aprofundar as escolhas e valores que tornaram Francisco o “irmão universal”, o “pobrezinho de Assis”, imitador de Cristo pobre e crucificado, o “arauto do Evangelho”, o “cantor da criação”, o “instrumento da paz”.
Francisco deixou uma marca indelével no seu e no nosso tempo: na espiritualidade, na cultura, nas artes, no diálogo inter-religioso, na economia, na ecologia, na música, nos exercícios de piedade e na devoção popular, no cinema, na teologia, na filosofia e na poesia.
Os seus escritos, orações, regras, testamentos, admoestações espirituais, e as biografias dos seus companheiros continuam a inspirar o homem do nosso tempo, até os Papas e figuras exemplares da política, como foi o caso do presidente da Câmara de Florença, Giorgio La Pira.
frei Fabrizio
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