XXXIII DOMINGO TEMPO COMUM

– ANO C –

16 novembro 2025

1ª leitura: Mal 3, 19-20 – “Para vós nascerá o sol de justiça”

Salmo: 97 – “O Senhor virá governar com justiça”

2ª leitura: 2Tes 3, 7-12 – “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”

Evangelho: Lc 21, 5-19 – “Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas”

PALAVRA É MEDITADA…

E se de verdade estivéssemos enganados? E se Deus se tivesse enganado? E se a vida fosse de verdade uma confusão inextricável de luz e de trevas que mastiga e tritura todas as emoções e todos os sonhos? E se Deus – terno! – tivesse exagerado com a ideia da liberdade dos homens e do facto que o homem pode conseguir sozinho?

Ficai tranquilos, diz o Senhor. Não são estes os sinais do fim, como algum pregador insiste em dizer. Não são estes os sinais de um mundo que precipita no caos. Já o Senhor teve de se confrontar com esta loucura, num mundo – o seu – bem mais agressivo que o nosso. E sorrindo, nos diz: muda o teu olhar. Vê as coisas positivas, o tanto amor que a humanidade, apesar de tudo, consegue produzir, a maravilha que suscita a Criação e que tudo redimensiona, o Reino que avança nos corações, tímido, discreto, pacifico, desarmado. Olha para ti mesmo, irmão meu, a quanto o Senhor conseguiu realizar em todos os anos da tua vida, apesar de tudo.  

Olha e não te desencorajes. A fadiga pode ser a ocasião para crescer, para acreditar. A fé afina-se na prova, torna-se mais transparente, o teu olhar torna-se mais transparente, torna-se testemunha de Deus quando te julgam santo de verdade e não te apercebes, te descobres crente. Se o mundo nos critica e nos julga, se nos ataca, não nos coloquemos na defensiva, não reajamos com a logica deste mundo: confiemo-nos ao Espírito. Quando o mundo fala demasiado da Igreja, a Igreja deve falar sobretudo de Cristo!

…É REZADA

Se acreditamos ser postos

ao reparo de toda a turbulência

e de poder gozar de uma invejável tranquilidade

só porque nos tornámos teus discípulos,

tu, Jesus, nos fazes notar que nos enganámos.

Se nos confiamos a ti deveremos enfrentar muitas provas.

Não seremos subtraídos aos tempos difíceis,

como todos os outros seremos imersos

numa história de conflitos, de lutas e convulsões.

Teremos só a vantagem

de ter na mão uma bussola segura:

a da Palavra, o teu Evangelho.

Mas não seremos exonerados

da necessidade de procurar,

entre as muitas que se nos apresentam,

a estrada indicada pelo teu Espírito.

De resto a tua sorte

será também a nossa se te ficarmos fiéis.

Eis porque nos convidas a não nos

entusiasmarmos com coisas passageiras,

com fogo de palha,

mas com uma perseverança cheia de confiança.

Ámen

Composto e traduzido de, qumran2.net // la chiesa.it

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