A alegria de servir como Maria

fra Alessandro Perissinotto
Tradução livre: Frei José Augusto Marques

Neste mês de maio, em que contemplamos Nossa Senhora, somos convidados a redescobrir a alegria do serviço vivido com amor e disponibilidade. Maria levantou-se e partiu apressadamente para ajudar Isabel. O seu “sim” tornou-se caminho concreto de cuidado, proximidade e esperança.

Também hoje muitos jovens descobrem que servir os outros é um modo real de encontrar sentido para a própria vida. O testemunho que partilhamos nasce precisamente dessa experiência.

Um desejo de sair de si mesma

Todos procuramos uma vida mais plena e feliz. O Evangelho recorda-nos que esse caminho passa por permanecer em Cristo e assumir o seu estilo de dom e de serviço.

Foi este desejo que levou Marta, uma jovem universitária italiana, a procurar uma experiência missionária fora do seu ambiente habitual. Através da comunidade franciscana do Villaggio Sant’Antonio surgiu a oportunidade de viver um tempo de voluntariado em Portugal.

Assim chegou a Chelas, um bairro popular e multicultural de Lisboa, onde permaneceu cerca de duas semanas na paróquia de São Maximiliano Kolbe.

Encontrar Cristo nas periferias

A realidade que encontrou foi muito diferente da imagem turística da cidade. Ali a vida revela-se mais exigente, marcada por dificuldades sociais e económicas.

A paróquia tornou-se para Marta um verdadeiro ponto de referência. Acolhida pela comunidade, encontrou um espaço de oração, fraternidade e serviço.

Participou na preparação e distribuição de refeições para pessoas necessitadas, visitou casas onde era preciso apoio concreto e colaborou em atividades num centro de dia ligado à saúde mental, onde teve contacto direto com jovens.

Estes encontros ajudaram-na a perceber que o serviço não é apenas uma tarefa, mas uma relação.

A alegria de quem dá e recebe

Durante essa experiência encontrou muitas pessoas generosas que a fizeram sentir em casa. Pequenos gestos de acolhimento, partilhas simples e sorrisos inesperados tornaram-se sinais de algo maior.

Marta reconheceu como facilmente damos por garantidas coisas essenciais, como uma refeição quente ou a segurança de um lar. Servir ajudou-a a redescobrir o valor do essencial e a importância de se colocar à disposição dos outros.

Percebeu também uma verdade profunda: parte-se para dar, mas regressa-se com muito mais.

Uma frase do Papa Francisco, escutada durante a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, acompanhou-a ao longo desta experiência:
“Quem ama corre alegremente.”

Foi precisamente esta descoberta que marcou o seu caminho. O amor fraterno, vivido em gestos simples e concretos, tornou-se fonte de uma alegria nova. Uma alegria que faz levantar cedo, vencer o cansaço e continuar a servir.

Servir com o coração de Maria

Como Maria, que partiu apressadamente para ajudar, também os jovens de hoje são chamados a transformar o mundo através do serviço.

A experiência de Marta mostra que a fé cresce quando se torna ação concreta. Na proximidade com os mais frágeis, no cuidado das pessoas e na partilha da vida, nasce uma esperança que renova o coração.

Servir não empobrece. Abre horizontes. Faz descobrir que fazemos parte de uma missão maior, onde o amor de Deus se torna visível nos pequenos gestos do dia a dia.

Contactos em Portugal


Para mais informações, contacta:

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Tel.: 239713938 | Email: freizecarlos@gmail.com

Frei André Scalvini (Lisboa)
Tel.: 21 837 69 69 | Email: andreasfrater4@gmail.com

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