Por: frei Nico Melato

Fevereiro é o mês em que olhamos para a vida consagrada.
Um mês para agradecer o “sim” de tantos homens e mulheres que entregam a vida ao Evangelho.
Um mês para recordar que a consagração nasce sempre de um encontro com Deus…
… e cresce quando alguém tem coragem para partir, confiar e amar.
É neste espírito que partilhamos a história do nosso jovem frade frei Alberto, que está prestes a partir para a missão no Chile.
Uma história de vocação, de entrega e de liberdade interior.
Uma história de consagração vivida com alegria.
Um mês de viragem
Para o frei Alberto, o mês de outubro de 2025 foi tudo menos normal.
Ele próprio diz que alguém o chamou “o mês albertiano”… e com razão.
No dia 3 de outubro, professou os votos perpétuos.
Foi o momento em que disse “sim para sempre” ao Senhor segundo o estilo de São Francisco.
Um sim adulto.
Um sim livre.
Um sim que só ele podia dar.
Nesse dia, o frei Alberto percebeu algo profundo:
Deus ama-o com tudo aquilo que faz parte dele — luzes e sombras — e transforma até o que dói em presença.
E naquele momento sentiu ecoar no coração as palavras:
“Eu sou o Deus omnipotente. Caminha diante de Mim e sê íntegro.”
A consagração tem isto de belo e de misterioso:
é um passo humano que abre portas que só Deus conhece.
O dia depois
Depois da profissão, os dias continuaram iguais aos anteriores.
E isso ajudou o frei Alberto a perceber algo essencial:
a consagração não nos tira da vida real.
Faz-nos vivê-la com mais verdade.
Ele viu que o “para sempre” não se explica com contas, nem se mede com sentimentos.
Vive-se hoje.
E renova-se amanhã.
E sempre com a graça de Deus.
Ser missionário… como todos os outros
Fra Alberto vivia a sua profissão perpétua no meio de um curso missionário, o C.U.M., em Verona.
Ali descobriu que a missão não é uma “categoria especial”.
Não é algo para colocar alguém num pedestal.
É simplesmente viver onde Deus te coloca, com amor e dedicação.
Conheceu leigos, casais, sacerdotes e consagrados que se preparavam para partir para diferentes continentes.
Uns para três anos.
Outros sem data de regresso.
E ali percebeu algo libertador:
“Sou missionário… mas não sou o único.”
É a Igreja inteira que é missionária.
Cada um com o seu dom.
Cada um com o seu lugar.
Os três envios
No final do curso começou o tempo dos “envios missionários”.
Fra Alberto recebeu três:
- O envio do C.U.M.
Entre pessoas de toda a Itália, unidas por um mesmo desejo: anunciar o Evangelho. - O envio do bispo na catedral de Pádua
E aqui sentiu o peso bonito da tradição apostólica.
Ser enviado por um bispo é fazer parte de uma história maior que nós. - O envio da sua fraternidade provincial
O envio mais familiar, mais fraterno, mais franciscano.
Ali sentiu que partia… mas nunca sozinho.
Agora, está pronto
Pronto para a missão.
Pronto para a aventura.
Pronto para servir.
Pronto para viver a consagração onde Deus o espera.
Que o Senhor nos permita sempre, onde quer que estejamos, levar o Seu Reino ao mundo.
Porque o mundo inteiro precisa disso.
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