O VII e o VIII Centenário da morte de São Francisco: dois centenários em comparação

Por Fra Paolo Fiasconaro
In, ofmconv.net
Tradução livre Frei José Augusto Marques

Ao refletirmos sobre São Francisco de Assis, percebemos que cada centenário da sua morte não é apenas uma memória histórica, mas uma ocasião de renovação espiritual.

Com a abertura do VIII Centenário do Trânsito de São Francisco, multiplicam-se em todo o mundo franciscano iniciativas e reflexões que procuram aprofundar o verdadeiro significado do seu carisma e da sua herança espiritual. A abertura solene na Porciúncula e a proclamação do Ano Jubilar Franciscano, juntamente com as Cartas do Papa Leão XIV e dos Ministros gerais, marcaram o início deste caminho celebrativo.

Francisco continua a ser visto como testemunha fiel do Evangelho, cantor da perfeita alegria e construtor de pontes para uma paz desarmada, numa humanidade que procura referências seguras.

Entre os eventos previstos, destaca-se a ostensão dos restos mortais na Basílica Inferior de Assis, bem como iniciativas culturais e espirituais que ajudam a redescobrir a atualidade do Pobrezinho de Assis.

O autor propõe depois uma comparação com o VII Centenário celebrado em 1926. Também então o contexto era difícil: as consequências das supressões das Ordens religiosas, as feridas da Primeira Guerra Mundial e uma sociedade marcada por crise profunda.

Nesse momento, a celebração do centenário tornou-se impulso de renovação. A encíclica Rite Expiatis de Pio XI convidava a Igreja a redescobrir o carisma franciscano. Dentro da Ordem, nasceu a Cruzada Missionária Franciscana, que deu origem a um forte florescimento missionário, da China ao Japão e a muitos outros países.

A comparação mostra como, em tempos de crise, a figura de São Francisco se torna novamente fonte de inspiração e de recomeço.

Também hoje, o VIII Centenário pode ser ocasião de renovação, sob o exemplo e a herança do Fundador. A memória não é nostalgia. É responsabilidade.

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