Dezembro chegou, e com ele o tempo do Advento. É um tempo de espera, de esperança, de escuta. É também o mês das correrias, das luzes que brilham nas ruas e das noites longas que parecem mais frias. No meio da pressa e das dúvidas, a fé convida-nos a parar e a deixar que a Luz do Natal encontre espaço no nosso coração.
O Evangelho de João começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1,1). Aquele que esperamos não é apenas um bebé no presépio; é o Verbo eterno, a Palavra viva de Deus que entra na nossa história e dá sentido ao que vivemos. “A luz brilha nas trevas, mas as trevas não o receberam” (Jo 1,5).
O Advento é este tempo em que a Luz quer entrar nas nossas sombras. E quando olhamos o mundo, percebemos quantos sinais de trevas nos rodeiam: guerras, divisões, medo, solidão, a falta de paz nas nossas famílias e nas nossas cidades. O Deus que vem no Natal não vem para ficar distante; vem para o concreto da nossa vida. Vem para trazer paz, para reconciliar, para acender uma esperança nova.

“E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Deus fez-se um de nós; não escolheu o poder, mas a simplicidade; não ficou distante, mas armou a sua tenda no meio de nós. Foi isto que São Francisco quis contemplar em Greccio, no ano de 1223. Sabias que o primeiro presépio da história foi feito por ele? Francisco quis ver com os olhos da carne o mistério da Encarnação e preparar o coração para acolher o Deus que se faz pobre e pequeno.
O Presépio de Greccio tornou-se uma luz no meio da noite; uma experiência viva da paz e da ternura de Deus. Francisco compreendeu que a fé não é uma ideia, mas um encontro; não é teoria, mas vida partilhada.
O nosso desafio neste mês de dezembro é este: caminhar rumo ao Natal deixando que o coração se transforme. Reconhecer os sinais de trevas que nos pesam e descobrir, no meio deles, os pequenos sinais da Luz que já desponta.
Que a simplicidade de Belém e o ardor de Francisco nos ajudem a ver a Luz que brilha na simplicidade da nossa vida; e que o Deus da paz nos faça instrumentos da Sua presença neste Natal.
Frei José Carlos Cerdeira Matias, OFMConv
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